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Será Desenvolver a Resiliência a Única Saída?

June 19, 2019

Há três/quatro anos, quando descobri e me aproximei do mercado de coaching, me chamou a atenção tanto o fato do processo ser apresentado como panaceia, quanto o fato de ver que muitas pessoas que nele entravam - cheias de esperança de encontrar o que buscavam -, dele saiam, frustradas em suas expectativas.

 

Também, nesse período, acompanhei, de perto, o impacto avassalador da crise político-econômica do país na vida de alunos e ex-alunos da pós-graduação e da graduação, muitos dos quais perderam seus empregos e/ou ficaram deprimidos.

 

Na tentativa de ajudar quem estava vivendo as situações relatadas, escrevi um artigo sobre como lidar com a sociedade em que vivemos, em benefício pessoal e coletivo, no qual alertei que os problemas que as pessoas estavam vivendo não eram problemas individuais, mas sociais; assim como apontei algumas possibilidades de enfrentá-los, de forma construtiva e saudável, como, por exemplo: buscar compreender a sociedade em que se vive; separar-se dessa sociedade, para conseguir identificar o que cada um é, o que valoriza, o que espera como retorno de suas ações sociais; não assumir como individuais, problemas que são sociais; mobilizar a razão sábia, como a define Rouanet, em As Razões do Iluminismo – aquela capaz de crítica e autocrítica; apta a compreender, em suas verdadeiras estruturas, as leis e instituições; preparada para se defender de discursos pretensamente racionais; e consciente de sua vulnerabilidade ao irracional

(o artigo encontra-se no link: https://www.sociosustentavel.com/single-post/2016/12/17/Entenda-a-sociedade-em-que-vive).

 

Mais recentemente, em um evento, conheci um livro sobre resiliência - força psíquica de resistência, cujos fundamentos se estabelecem já na primeira infância -, best-seller na Alemanha. Tema que me desperta interesse, desde que trabalhei em favelas no Rio de Janeiro, quando me deparava com pessoas que enfrentavam condições muito adversas, de forma aparentemente saudável. O livro pode ser adquirido em diversas livrarias, pela internet.

 

Confesso que o livro ser best-seller na Alemanha, me surpreendeu. Afinal, a Alemanha apresenta um bom desempenho em muitas medidas de bem-estar, em comparação com a maioria dos demais países, no Índice para uma Vida Melhor, criado pela OCDE. Está acima da média nos quesitos educação e qualificações, equilíbrio vida-trabalho, emprego e rendimento, renda e riqueza, qualidade do meio ambiente, conexões sociais, condições de saúde, engajamento cívico, moradia, segurança pessoal e bem-estar subjetivo. (essas informações encontram-se no link http://www.oecdbetterlifeindex.org/pt/paises/germany-pt/).

 

Fiquei me perguntando: por que será que até na Alemanha, um país com uma qualidade de vida tão acima da média dos demais países, as pessoas necessitam ou estão buscando desenvolver a resiliência?

 

A resposta veio logo na introdução ao livro, quando a autora afirma:

 

"A vida ficou difícil no século XXI. A despeito de grande prosperidade, menor necessidade de esforço físico e conquistas tecnológicas de todo tipo, que deveriam facilitar a vida, as pessoas se sentem constantemente sob pressão. Precisamos ser mais rápidos, mais precisos, mais profissionais em nossos empregos. Antigamente, tínhamos uma semana para redigir uma carta comercial bem-elaborada; hoje, já precisamos pedir desculpas se respondermos a um e-mail no dia seguinte. A crítica de chefes ou clientes é impiedosa, e ela nos alcança por meio de mensagens eletrônicas escritas de passagem. ‘Cultivamos um estilo de Comunicação aberta ...’ – é assim que as empresas modernas chamam isso. Ao mesmo tempo, o volume de trabalho não para de crescer e o medo de perder o emprego também não – porque o número de colegas realmente diminui cada vez mais em virtude da pressão sobre os preços e custos na maioria dos ramos industriais. Quem não consegue acompanhar esse ritmo precisa ter medo de perder o emprego. E as crises cambiais e recessões, frequentes nos anos recentes, aumentam ainda mais a ameaça constante à vida econômica e psíquica”.

 

O livro pretende mostrar, por meio de exemplos e de resultados de pesquisas, o que é, como surge e como podemos desenvolver a resiliência, para enfrentar essas dificuldades.

 

Ainda não terminei de ler o livro, mas, para mim, diante do exposto, ficam as seguintes questões, que compartilho com vocês: será que a saída para enfrentar a vida no século XXI, como caracterizada acima, é apenas desenvolver a resiliência? Esse modo de viver é sustentável? Não caberia pensar em mudar esse modo de viver e agir para tanto?

 

 

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